sexta-feira, 21 de outubro de 2016

O homem mais mentiroso do mundo (Marco Polo)

Europeu bastante culto, que visitou a China e trouxe para o mundo ocidental noticias minuciosas e verdadeiras sobre a civilização já quatro vezes milenar do “Celeste Império” Filho de um simples negociante de Veneza mas tendo recebido instrução suficiente para ficar intelectualmente superior ao de seu próprio pai e dos que, como ele, iam, nesse tempo, em morosas caravanas, buscar seda, porcelana e outras mercadorias de exclusiva fabricação oriental, na distante China. Marco Pólo não se limitou a trilhar as estradas habitualmente escolhidas para essas jornadas. Aproveitou os muitos meses exigidos pela viagem, para aprender o idioma dos Séres – como então chamavam os Chineses – e, chegando a seu império, abandonou quaisquer outras preocupações para para percorrê-lo em varias direções, como um turista observador e lúcido, que de tudo tomava notas ilustradas por observações ou comentários de rara inteligência. Pois bem, essa relação de uma viagem sem precedentes, exatamente por que revelava ao mundo manifestações de um progresso ainda não imaginado na Europa: costumes totalmente diversos, aparelhagem de trabalho e de ciência com quatro ou cinco séculos de adiantamento sobre a Europa, foi considerado o mais cínico e fantasioso amontoado de mentiras. E esse homem, que, hoje, sábios e historiadores concordam em considerá-lo igual se não maior do que Colombo, por que descobriu um mundo desconhecido e só o fez a custa de longos e penosos esforços, revelando uma pertinácia, uma resistência moral e física e, sobre tudo, uma admirável coragem: esse homem, que, ouvido por seus contemporâneos teria proporcionado ao Ocidente progresso dez vezes mais rápido do que teve – foi escarnecido, ridicularizado e nada pode aproveitar de sua maravilhosa viagem. Circunstancia mais curiosas ainda. Marco Pólo percorreu a China em fim do século XIII e principio do XIV: pois bem, muitas das localidades por ele visitadas e descritas só foram vista por outros Europeus em 1860. Durante mais de quinhentos anos, a China continuou isolada do mundo, sem que outro homem branco tivesse animo igual ao do comerciante de Veneza, que não temera navegar em seus rios gigantescos, palmilhar suas planícies imensas, galgar suas montanhas titânicas coroadas por gelo eterno. E esses visitantes modernos encontraram na China paciente, metódica e imutável, tudo tal como Pólo descrevera. O grande descobridor, o primeiro dos exploradores do Mundo, o precursor dos Livingstone, dos Humbolt, dos Peary e dos Amundsen, foi então reabilitado: mas a Humanidade perdera cinco séculos por culpa da ciência oficial, cuja incompreensão, intolerância e vaidade eram, em 1302 as mesmas de todos os tempos.
Repelidos do próprio lar – Voltando a Veneza, após vinte e cinco anos de ausência e vestidos como Chineses, Nicolo Pólo e seu filho Marco não foram reconhecidos pelos parentes, que, julgando-os há muito tempo mortos, haviam se instalado em sua casa e os repeliram como intrusos. (Gravura da época)

domingo, 16 de outubro de 2016

Provérbio Latino

“Ás vezes as palavras mais significativas são aquelas que não são ditas”

sábado, 15 de outubro de 2016

sexta-feira, 14 de outubro de 2016